quinta-feira, 10 de junho de 2010

"REGULAMENTO DISCIPLINAR DO EXÉRCITO" E "CÓDIGO PENAL MILITAR" SÃO APLICADOS COM RIGOROSIDADE APÓS MOVIMENTO TOLERÂNCIA ZERO



 Líderes do movimento são alvos principais de
regulamentos que prevêem até pena de morte 




Na POLICIA MILITAR DE SERGIPE os tempos da ditadura voltaram, coincidência ou não dias após os heróis de farda desencadearem uma série de movimentos reivindicatórios, nos referimos aos militares como heróis por que são os únicos "cidadãos" regidos pelo código penal civil e mais o código penal militar e regulamento disciplinar do exército, e ainda enfrentam bandidos diga-se de passagem.

Os boletins internos agora saem recheados de punições disciplinares sendo que uma das últimas publicadas foi a do sargento Vieira, gestor da associação beneficente dos policiais militares, ele foi punido com 05 dias de detenção no quartel do comando geral por utilizar o espaço de uma emissora de rádio para falar de irregularidades que vem acontecendo na corporação.

sgt. Vieira, preso por lutar pela classe





Quem tem acesso aos boletins diários pode observar que quase todos os dias são publicadas punições disciplinares onde policiais são vítimas de um regulamento antigo que se adequa ainda que injusto para o exército brasileiro, a PM-SE ainda é uma das poucas policias que ainda não tem regulamento próprio.

A maioria das punições são por faltas incompatíveis com a gravidade como o sargento ( não vamos divulgar o nome em respeito ao militar) que ficou detido por 04 dias por que reclamou da alimentação e do local, teve outro que faltou a formatura e la vai 04 dias também e por aí vai, segundo o comandante é determinado que o militar começe cumprir a punição en até 15 dias da publicação para que ele se prepare ou até recorra da decisão, mas segundo militares que ja foram punidos já não exixtem acomodações pra tanta gente detida, as vezes chega a 20 o número de presos, e la vai despesa com alimentação pro bolso do contribuinte.

 O cabo Robson Araújo afirma que em 19 anos de corporação nunca foi punido, mas teme por um pequeno deslize terminar tendo que ficar afastado da família, e o pior deixando seus filhos e esposa a marcê dos marginais do bairro onde mora e que ja até o ameaçaram pelo fato do mesmo ser policial atuante, "esse regulamento é pra recrutas do exército que moram com os pais, ou antigos que moram em vilas militares e suas famílias ficam protegidas quando ele tá no quartel", desabafa o miltar indignado.







Os militares membros das associações que estiveram a frente dos movimentos como o tolerância zero no ano de 2009 seraõ julgados no dia 30 de julho pelo crime de motim previsto no código penal militar, o capitão Samuel, os sargentos Edgar, Vieira e Prado, os representantes que lutaram por melhorias salariais para a classe agora são perseguidos e vítimas do RDE e CPM.


De acordo com o advogado da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (Absmse), Márlio Damasceno, os militares não cometeram nenhum crime ao lutar pelos direitos. “Os militares foram legalistas não estavam armados durante o movimento, não estavam fardados e todos que foram as ruas estavam de folga. O que causa estranheza é que mesmo reivindicando melhorias para a classe, esses representantes possam ser condenados e até expulsos do quadro da Polícia Militar”, enfatiza.


O advogado esclarece que a associação de classe tem o aval de um decreto expedido pelo governador Marcelo Déda que permitiu abrir conversa junto à mesa de negociação. “O comando não esperava que a classe militar se mobilizasse por uma causa justa, por isso tentam calar a voz dos representantes de classe”, afirma o advogado, salientando que se foram condenados os militares podem receber uma pena que vai de quatro a oito anos sendo que aumenta em um terço por serem líderes do movimento

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