terça-feira, 18 de março de 2014

"Parece crime combater o crime"

Na guerra contra o tráfico policiais têm que agir com medo e 
sentimento de culpa, diz Arnaldo Jabor ( jornalista e comentarista)

R j



Diante da situação que passam os policiais militares lotados em unidades de policia pacificadoras UPP`s
com a morte de quatro PM`s pacificadores em serviço em pouco mais de um mês, parece
que a PM começa a perder espaço para o tráfico, pecando pela falta de apoio do estado. 







video

sexta-feira, 7 de março de 2014

Soldado baleado no Alemão é o quarto PM morto em UPPs nos últimos cinco meses



Rodrigo de Souza Paes Leme, baleado no peito na noite desta quinta-feira, no Complexo do Alemão, é o quarto PM lotado em UPP morto em confronto com bandidos nos últimos cinco meses. Desse total, três PMs morreram em tiroteios nos Complexos do Alemão e da Penha. Todos os PMs mortos, desde outubro do ano passado, são soldados. Desde o início da criação das UPPs, em 2009, são dez PMs mortos.

Também no Complexo da Penha, em novembro do ano passado, o soldado Melquisedeque Basílio Santos, de 29 anos, foi baleado com um tiro nas costas dentro de um bar, na área conhecida como Vacaria, na Vila Cruzeiro. Um adolescente, de 16 anos, e um morador também foram atingidos durante o tiroteio. PMs que resgataram o soldado contaram que o grupo foi surpreendido por 30 homens com fuzis.

Já em outubro, o soldado Anderson Dias Brazuna, da UPP Cidade de Deus, morreu na Avenida Miguel Salazar Mendes de Moraes, dentro da favela, após ataque de bandidos. Na ocasião, uma guarnição da UPP deteve dois jovens. Antes que os detidos fossem levados para a delegacia, moradores da favela fizeram um protesto e tentaram impedir a entrada dos suspeitos na viatura. Nesse momento, bandidos passaram de moto e efetuaram disparos.

Duas equipes de policiais foram encurraladas, nesta quinta-feira, em favelas com UPPs. No Alemão, Rodrigo de Souza Paes Leme, de 33 anos, foi surpreendido por bandidos armados com fuzis quando patrulhava a área conhecida como Chuveirinho, na favela Nova Brasília, com outros sete colegas, por volta das 18h. Ele chegou morto à UPA do Alemão. Já no Pavão Pavãozinho, em Copacabana, uma guarnição de policiais civis ficou uma hora encurralada quando ia fazer a perícia do local onde bandidos e PMs haviam trocado tiros na quarta-feira.
De acordo com PMs que auxiliaram no socorro, Rodrigo mandou um recado para a família ao chegar na UPA: “Manda um beijo para minha filha, que não vai dar mais não, parceiro”, avisou. Rodrigo tinha o brasão da Polícia Militar e sua matrícula na corporação tatuados no braço direito. Ele era formado há cerca de dois anos e será enterrado às 15h30m desta sexta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio.
Segundo o major Glauco Schorcht, comandante da unidade, três equipes da Nova Brasília faziam um patrulhamento na região quando um dos militares passou mal. Neste momento, segundo o comandante, todos desceram para buscar socorro. Quando os PMs passaram por uma região conhecida como Inferno Verde, teriam sido recebidos a tiros e revidaram. Neste momento, Rodrigo foi atingido.
No último fim de semana, Rodrigo comemorou o aniversário de seu filho mais novo, Leonardo. Segundo Leni Machado, de 58 anos, vizinha do soldado, que morava no Parque União, em São João de Meriti, Rodrigo amava a corporação.
— Ele era um policial exemplar, que tinha orgulho de vestir a farda. Sempre saía de casa já fardado para ir ao trabalho — contou.





fonte: extra.globo.com